Categoria: Mulheres


Assim como o acompanhamento médico o psicológico também é de grande importância, pois este prepara a futura mamãe e suas emoções para receber uma nova vida em seu corpo. Este corpo não é só físico é emocional também, e este pode trazer inúmeros benefícios ao feto quando está equilibrado e saudável.
Um bebê gerado num corpo e em uma mente saudáveis tem maiores condições de se desenvolver de maneira satisfatória, o que resultará num crescimento e numa vida com muito mais qualidade.
Para que isto aconteça, o ideal seria iniciar o acompanhamento psicológico no momento em que ocorre o desejo de engravidar. Neste momento podemos identificar em que condições este bebê será gerado, preparar irmãos quando houver, orientar os futuros pais quanto as mudanças que ocorrerão neste período, refletir sobre a vida do casal, identificar se a vida a dois está bem, se estão realmente preparados para serem pais , enfim, se existe a predisposição e muito amor para serem doados para a nova vida que irão conceber,pois esta precisará de muito amor, atenção e dedicação, portanto o casal precisa estar em sintonia em todos os sentidos.

Terminada esta primeira etapa de preparação e conscientização da gravidez, podemos passar para a segunda que é mais prática como: qual o nome do bebê escolher democraticamente um nome de menina e outro para menino, planejar as despesas com médicos, hospital, quarto do bebê, roupas e sempre deixar uma reserva para os possíveis imprevistos, como exames médicos mais específicos, mudança de emprego ou de casa e outros. Depois desta fase partimos para a escolha de um médico de confiança para que acompanhe todo o pré-natal até o parto, este dará as especificações médicas como exames de sangue, urina fezes e todos os exames necessários para garantir a boa saúde da futura mamãe, assim como orientações nutricionais. Enquanto isso o acompanhamento psicológico está tratando das emoções e mudanças fisicas e emocionais decorrentes deste período, tratando do medo, angústia, da ansiedade e tirando todas as dúvidas da gestante, concomitantememte orientando o pai de como identificar e agir diante da gravidez, tirando suas dúvidas, angústias e aliviando sua ansiedade que também aumenta com o passar do tempo. Amenizando o aspecto emocinal, o físico fica mais tranquilo para se desenvolver saudavelmente.
Neste momento precisamos orientar a mãe com os cuidados no primeiro trimestre que é o mais fragil de todo o processo,cuidar do stress, da alimentação e ficar atentos a qualquer sinal diferente que aparecer como situções de stress, aumento de ansiedade que pode causar aumento na pressão arterial cuidados na alimentação, obsevar o sono fazer repouso quando houver indicação médica fazer o pré natal mensalmente e manter o acompanhamento psicológico semanal.
Após o segundo trimestre é chegado o momento de se pensar no parto, na verdade penso que não é escolher entre normal ou cesária e sim , acompanhar o processo e se tudo correr de acordo , o bebê se posicionar o parto será normal caso ocorra algum imprevisto aí sim abre-se mão do método alternativo que é a cesariana. Mas isso é uma escolha do casal juntamente com o obstetra e a preparação psicológica para o parto independe desta escolha pois a mamãe precisa ir para a sala de parto preparada psicológicamente para qualquer situação. Para este momento será necessário aprender técnicas de respiração relaxamento a auto -hipnóse para que a gestante esteja preparada para ajudar no processo. Após todas estas orientações podemos iniciar todo procedimento pós- parto como amamentação cuidados com o bebê como lidar com os sentimentos e emoções decorrentes deste período e assim acompanhar a gestante e a futura mamãe para que ela tenha sempre uma ótima qualidade de vida e passe para sua família todo esse aprendizado o que a tornará uma mãe feliz e realizada, e tudo isso depende de um estado emocional equilibrado e saudável o que promoverá um vínculo mãe- bebê e um desenvolvimento forte e saudável fatores estes fundamentais para um futuro de sucesso, afinal é o que queremos para nossos filhos, e para isso é preciso uma preparação, orientação e principalmente o comprometimento dos pais do momento do desejo de engravidar até o momento em que precebemos que ele tem autononia emocional e condições de fazer suas própria escolhas o que o fará um adulto seguro, realizado e de sucesso.

O significado de ser MÃE

Ser mãe é dar continuidade a uma obra divina. É ser um instrumento através do qual a obra se reproduz, dando início a uma nova vida.
A partir deste momento a mulher passa por transformaçãoes físicas e psicológicas, que a transformarão em um novo ser humano.
Ser mãe é indiscutivelmente o momento mais sagrado, transformador e significativo na vida de uma mulher.
Se você está gravida: Parabéns! Você esta conhecendo o verdadeiro amor incondicional.

Parabéns a todas as mães, não só por este dia , mas por toda uma vida de dedicação e amor.

EU GRÁVIDA

O projeto “EU GRÁVIDA”, é voltado para futuras mamães e para aquelas que já geraram outros filhos, pois uma gravidez sempre aflora aspectos emocionais não só da mãe como do pai,irmãos assim como todos os envolvidos no processo de gestação.

A psicoterapia para gestantes consiste em acompanhar de perto toda a gestação e as transformações físicas e emocionais pertinentes a este período, orientar e esclarecer todas as dúvidas   e a preparação para o momento do parto com técnicas de relaxamento ,respiração,    auto controle, considerando os medos,  emoções , ansiedades, alegrias e expectativas da gestante.

O acompanhamento pré-natal emocional é tão importante quanto o acompanhamento com o médico ginecologista obstetra, pois temos que olhar para a gestante como um ser físico, emocional e espiritual. 

Dra. CELIA MARIA ORÉFICE MARCUCCI

Conhecer-se I

Conhecer-se é uma arte e das mais complicadas de se decifrar.
Quando tentamos definir auto conhecimento começamos a condenar este conceito a regras e padrões que devem ser seguidos como se fossemos todos iguais e reagissemos diante de um fato da mesma forma, além de estipular padrões de certo ou errado. Isto me faz lembrar do dualismo imposto pela sociedade para que tudo se enquadre de forma adequada e sem dar muito trabalho pois somos classificados e em seguida rotulados como se não tivessemos nossa própria personalidade e muito menos fossemos vistos como indivíduos.
Precisamos ampliar nossa mente para que ela seja mais livre e plena, a vida é muito mais do que este dualismo certo ou errado, branco ou preto, bom ou mal,etc. Vamos ampliar nossos horizontes saindo deste rótulo que nos colocaram e que pesa cada vez mais em nossos ombros e que não é só responsabilidade nossa. Temos que ter direitos de escolha, assumir a responsabilidade por ela e ter a oportunidade de sentir prazer em cada escolha que fizermos, sem sentir culpa nem constrangimento. Para isto será necessário coragem, pois o maior enfrentamento que vamos encontrar no decorrer de nossas vidas, é o enfrentamento de nós mesmos. Conhecer a si mesmo requer coragem e determinação, saber quem somos, o que queremos ,onde queremos chegar, tudo isso nos faz pensar em desistir em alguns momentos.Mas, temos que ser fortes e enfrentar essa correnteza, pois vamos descobrir depois de alguns enfrentamentos que não precisamos ir contra a correnteza, basta deixar o fluxo do rio nos levar sem fazer nenhum esforço, pois o rio corre sozinho, desvia de obstáculos, diminui a correnteza quando precisa e em alguns momentos passa por obstáculos com maior velocidade desviando de pedras as vezes contornando-as e até se aventura em se soltar totalmente numa queda d´agua formando lindas cachoeiras. Sentiu o que é se conhecer , se enfrentar, experimente essas sensações e verá como sua vida terá mais sentido e o mundo lhe parecerá mais colorido e atraente.
E lembre-se você é muito mais do que imagina que é, basta se dar a oportunidade. Pense nisso e boa sorte.

Célia Marcucci

Devido ao fato da mãe gerar o filho por 9 meses, o sentimento de responsabilidde aumenta muito, sentindo o bebê como um produto materno e não como do casal. A preocupação de uma gestação saudável também surge nos pais , mas é intensificada nas mães.

Quanto melhores tiverem sido as relações  iniciais da gestante com sua mãe, em geral menor será o temor de deformação fetal.Em geral porque fatores concretos tais como malformação uterina e doenças genéticas na família agravarão o temor.Ernest Jones, caracterizou que, das  relações hostis mãe-filha, pode ficar na criança o sentimento de que está destruída sua capacidade de sentir prazer ou de obter gratificação genital. Melanie Klein amplia depois a compreensão detas relações, mostrando que a estrutura central da fantasia decorrente é o temor de ter destruído os orgãos internos da mãe, ou de que a mãe destruiu os seus. À medida que predominou a angústia, ou seja, os ataques destrutivos fantasiados nas relações iniciais, perdurará na mulher a fantasia  de que seu interior é destruído ou destrutivo. O filho, produto do seu interior, poderá ser fantasiado como atingido por esta destrutividade. Na prática, isto aparecerá por uma reação maníaca, ou seja,a mãe verbalizará e apregoará que terá um filho maravilhoso, forte, saudável, sensível, inteligente. É interessante como estas afirmações vêm precedidas claramente por mecanismos de negação dos temores. A mãe dirá coisas assim:”não estou preocupada, porque sei que tudo irá dar certo… jamais tive a preocupação de que será defeituoso e acho que será muito bonito…”, etc. É senso comum em psicologia qua as afirmações precedidas de negação normalmente indicam um temor que não está sendo percebido . Quando pedimos a estas mães que nos relatem seus sonhos , neles encontramos estes temores presentes de forma direta ou simbolizada.

A consciência de que está produzindo uma nova geração desperta igualmente no pai e na mãe o temor de sua própria morte. A fantasia básica subjacente é a de que , uma vez posta no mundo a geração futura, a geração atual cumpriu sua tarefa e inicia  seu trajeto rumo a morte.Ao nível da mulher , a condensação dessas ansiedades é o temor de morrer no parto. Ao nível do homem, o temor fica mais difuso, por falta de um suporte concreto. Observa-se que este constitui um momento crítico na estrutura psíquica do marido, sendo que muitos abandonos de lar acontecem nestes momentos. A ansiedade não definida provoca uma defesa inadequada , e o marido foge.

Texto do livro -A infância inicial- o bebê e sua mãe-  Vol 2  -Clara regina Rappaport-Wagner da Rocha Fiori e Eliana Herzberg- E.P.U.

Como deixar de recriar as feridas da infância

Só depois de experimentar todas as emoções e depois de sincronizar o “agora” e o “então” é que você se conscientizará do modo como procurou corrigir a situação.Você perceberá a tolice do desejo inconsciente de recriar a mágoa da infância, sua inutilidade frustrante. Você passará a avaliar todas suas ações e reações com essa nova compreensão e percepção intuitiva, o que lhe permitirá libertar-se de seus pais. Sua infância ficará realmente para trás e outro comportamento assumirá o lugar do anterior, um comportamento novo, interior, infinitamente mais construtivo e recompensador para você e para os outros. Sua tentativa de controlar a situação que não conseguiu controlar quando criança, deixará de existir.Você prosseguirá a partir do ponto em que se encontra, esquecendo e perdoando sinceramente dentro de você, sem nem sequer pensar que agiu assim. Não haverá mais necessidade de ser amado como quando você era criança. Primeiro, surge a percepção de que é isto que você ainda quer, mas logo você deixa de buscar esse tipo de amor. Por não ser mais uma criança, sua procura será de um amor diferente, oferecendo-o ao em vez de esperá-lo. Sempre se deve enfatizar, entretanto, que muitas pessoas não têm consciência de que o esperam.O fato de a expectativa infantil, inconsciente, ter sido tantas vezes frustrada, fez com que se autoinduzissem a desistir de toda expectativa e desejo de amor. Obviamente, não há nisso verdade nem proveito: trata-se apenas de um extremo errôneo.

É de grande importância trabalhar este conflito interior, para se obter uma nova visão e uma maior clareza de si mesmo.Inicialmente, pode acontecer que estas palavras provoquem em você apenas um lampejo ocasional, uma emoção que se irradia momentaneamente, mas deve ser de ajuda e abrir uma porta que a ajude a se conhecer melhor e que a faça chegar a uma avaliação de sua vida a partir de uma visão mais realista e mais madura.

Texto do livro “O caminho da autotransformação” de Eva Pierrakos – Ed. Cultrix

Recomeçar do ponto de partida requer de cada um de nós a consciência de que não somos mais a mesma pessoa e de que tudo ao nosso redor sofreu alguma transformação. A ilusão de voltar e encontrar tudo como era antes nos causa uma profunda frustração e uma sensação de estar perdida, pois o elo inicial não existe mais. Ao se conscientizar disso sentimos um alívio pois vamos parar de correr atrás do que já não existe, portanto é preciso recomeçar de onde estamos reconhecer as novas experiências e perceber o aprendizado que elas nos deixou.

Ás vezes, ficamos preso ao passado e frequentemente nos lamentando do que não fizemos ou do que não conquistamos , cada vez que você para e começa a pensar no passado  e se lamentar por ele está perdendo uma nova oportunidade de fazer algo diferente pois, seu tempo é aqui e agora.

Sempre que tiver que olhar para o passado olhe de forma positiva e tire dele as lições para que possa crescer com elas, só assim valerá a pena.

Caso você seja daquelas pessoas que costuma julgar a si ou aos outros, lembre-se que fazemos isso com o nosso referencial, portanto ao julgar o outro é como se julgar, e nem sempre o que é certo para um é certo para o outro e vice-versa, aliás neste caso de certo ou errado costumo dizer que eles não existem o que existe na verdade são formas diferentes de pensar e agir.

Onde estamos e que estamos fazendo neste momento de nossa vida nada mais é do que a conseqüência de tudo que escolhemos para nós até hoje. Caso você se sinta infeliz ou frustrada pense ou melhor, repense suas escolhas tudo pode mudar a qualquer momento de nossa vida basta ter coragem e saber  “onde você quer chegar”.

Celia Marcucci

A moça tecelã

                                   
           ”Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite.  E logo sentava-se ao tear.

          Linha clara, para começar o dia.  Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

          Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

          Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo.  Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido.  Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

          Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

          Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

          Nada lhe faltava.  Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas.  E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido.  Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete.  E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

          Tecer era tudo o que fazia.  Tecer era tudo o que queria fazer.

          Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

          Não esperou o dia seguinte.  Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

          Nem precisou abrir.  O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

          Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

          E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu.  Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

          — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.  E parecia justo, agora que eram dois.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

          Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
     — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

          Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia.  Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

          Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
          — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

          Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados.  Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

          E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros.  E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

         Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

          Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. 

          A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar.  Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas.  Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

          Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara.  E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.”

Texto de Marina Colasanti

A IMPORTÂNCIA DE UM AMOR MADURO

“É SOMENTE ATRAVÉS DO AUTOCONHECIMENTO QUE VOCÊ PODE PURIFICAR SUA ALMA”.

Purificar a alma significa limpá-la dos padrôes de autodestruição e deixá-la em condições de relacionar-se com Eu mais profundo.

A compulsão de recriar e de superar as feridas da infância está ligada diretamente a falta de um amor maduro neste período. Pelo fato de que, como crianças, as pessoas raramente recebem um amor maduro e afeto suficientes e a menos que essa carência e feridas se tornem conscientes e sejam tratadas adequadamente elas passam toda sua vida desejando preencher-se com esses sentimentos.Se não tomarem medidas definitivas, como adultos, passarão pela vida clamando inconscientemente pelo que não tiveram na infãncia. Isto as tornará incapazes de amar com maturidade.

A solução para isso não é encontrada apenas no desejo de que tudo se resolva de forma simples e mágica, o remédio está em você. É verdade que  se seus pais lhe deram esse amor maduro, você provavelmente não tem esse problema. Mas se esse não for o caso, não deixe que o fato perturbe você e sua vida. Apenas torne-se consciente dele, observe-o, reorganize seus desejos, arrependimentos, pensamentos e conceitos inconscientes anteriores alinhando-os com a realidade de cada situação.Como consequencia, você se tornará uma pessoa mais feliz e com condições de oferecer amor maduro para seus filhos ou pessoas de suas relações de modo que uma reação em cadeia propícia será iniciada.

Texto  baseado no livro ” O caminho da autotransformação” de Eva Pierrakos – cultrix 2007

Por dentro do “UNIVERSO FEMININO”

Você deve pensar:  Será uma nova dieta, uma nova fórmula contra celulite ou talvez o mais recente lançamento de um perfume que fará os homens ficarem loucos por você?

Pois não é nada disso, não que ser vaidosa não seja importante. Claro que é! Saiba que para se sentir linda e saudável por completo temos que cuidar do nosso exterior e do nosso interior.

Quando digo nosso interior é da nossa alma, nosso mais profundo eu, onde o reflexo do exterior devolve a imagem refletida no espelho que nem sempre é a mesma que estamos vendo.

Às vezes essas imagens são tão diferentes, que preferimos apenas nos ver, mas nunca nos olhar profundamente para não entrar em contato com o que não gostamos ou que ainda não conhecemos. “Nós mesmos”

Isto será possível quando deixarmos de lado nossos medos, angústias, inseguranças, nossas ilusões e descobrirmos nossa verdadeira força interior, nossas potencialidades e capacidade de enfrentamento. Só assim poderemos nos olhar de frente, profundamente e conseguir a coerência entre o que somos, pensamos,  sentimos, o que falamos e como agimos diante da vida.

Essa proposta que faço a você neste momento requer coragem e determinação pois se trata de uma auto transformação que fará de você uma mulher mais completa e feliz. Pense nisso . Até breve.